domingo, 13 de abril de 2014

O Ch@to burro

...enquanto isso, no "Templo de Rabicó" (apartamento do vizinho barulhento) o vizinho chato, aquele que acha que pode tudo a qualquer hora do dia simplesmente ignora as reclamações que recebe diariamente sobre seu filho fazendo do apartamento um verdadeiro parque de diversões, com direito a Montanha Russa, Kamikaze e Trem Fantasma (que tem tudo a ver com o contexto).

Quem não quer ter um parque de diversões a disposição? Mas quem quer ter um parque de diversões 24 horas por dia no andar de cima da sua residência? 



Apesar de não aconselhar, fomos conversar pessoalmente por diversas vezes de forma amigável, explicando bem devagar (para ver se ele entendia) que estava incomodando, e muito.

Um dia de Domingo (a tarde), fomos recebidos quase que aos ponta pés pelo fato do coitadinho entender que o filho podia fazer barulho a qualquer hora do dia (lembrando que incomodava de dia e de noite)

A lei diz: "Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego com gritaria ou algazarra, abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos".  Não existe condição de horário, ou seja, vale a qualquer hora do dia ou da noite.

Essa foi uma batalha difícil, como provar isso para o síndico? Mas como dizem por aí, "o peixe morre pela boca" e foi assim que aconteceu.

Já escrevi antes, que de forma geral esse tipo de pessoa não tem como virtude a sabedoria e nesse caso não foi diferente. Os abusados postaram nas redes sociais que estavam por volta de 2 da manhã jogando aqueles jogos com sensores de movimento (tipo Kinect do Xbox). Fizeram questão de dizer que estavam pulando e dançando. BINGO! Você é burra Valdirene?

Para minha sorte, eles ainda incrementaram o post dizendo: "coitados dos meus vizinhos de baixo, tomara que tenham viajado senão estão ferrados, kkkkkkkkk..."

Quando vi isso, não fiz "kkkkkkkk", mas dei um belo de um "hahahahaha".

Para não alongar o assunto... chamei o síndico na minha "humilde residência" (Michel Teló), expliquei e mostrei o conteúdo, imprimi os comentários e pedi para duas pessoas escreverem de próprio punho no verso atestando a veracidade da página (poderia ter registrado em cartório, parece que tem algo nesse sentido). 

O resultado foi... multa do condomínio para o vizinho barulhento, além disso se mudou em menos de 1 mês, não sei se por vergonha ou por receio de que iríamos até o fim com isso. A questão é, a batalha foi vencida, mas a guerra continua. Pois é, quando eu disse no primeiro post (O início) que as coisas podem piorar eu não estava brincando.

Como dizem por aí, "se eu contar a história pro carroceiro, a égua dele chora".



Esse foi somente o primeiro "ato". Esse era "um dos" proprietários, pois o "Templo de Rabicó" parece ser mais um albergue do que imóvel residencial.

Gostaria de dizer que: "se ser intolerante é poder chegar em casa depois do trabalho e não ter que ouvir todos os dias a música brega do vizinho (na minha sala), poder almoçar sem criança pulando, gritando e correndo em cima de você, poder dormir por volta de 23:00 hs. sem que alguém esteja jogando Xbox com Kinect na sua cabeça até 3 da manhã, então eu sou intolerante, mas a única coisa que desejo é ter PAZ, só isso".

"Se eu fosse um médico ou piloto de avião estaria enrolado... a coisa tem tom de brincadeira mas é muito séria... não queira que seu médico, prestes a fazer uma cirurgia em você tenha um vizinho parecido".












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